Prevenção da Malária e Seu Impacto - ALIVA

Prevenção da Malária e Seu Impacto

Os aspectos que vamos abordar neste artigo será na nossa optica, e na optica de alguns usuarios do sistema nacional de saúde contactados por nós, a imagem e/ou percepção do momento em relação a situação da malária no tocante a dimenção do problema, efeitos das políticas de prevenção e controlo que teve avanços e também recuos; no entanto e também sem receio de errar podemos afirmar que sempre existiu o risco de não haver um progresso consistente; pelo facto de haver uma tendência crescente no número de casos e uma irregularidade (aumento e redução) na tendência no número de óbitos, deficuldades na aquisição e distrubuição de mosquiteiros, deficuldades na aquisição e distrubuição de doses de tratamento e deficuldades na aquisição e distrubuição de testes de diagnóstico rápidos, menor envolvimento comunitário e deficiente conhecimentos, Actitudes e Práticas, constatado num estudo realizado em Angola por  Vimbi C, 2016.

A Malária é uma doença endémica no nosso país, constitui a um importante problema de saúde pública, que acomente um número bastante significativo de pessoas ao nível das comunidades e que é tão somente a primeira causa de absentismo laboral, escolar e de morbimortalidade, tendo como principais vítimas as crianças menores de cinco anos e as mulheres grávidas. Do ponto de vista conceitual, é uma doença febril aguda causada por parasitas (Plasmodium), que se transmite pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles e no contexto epidemiológico, no mundo foram reportados 282 milhões de casos e 610 mil mortes e em Angola o reporte foi de 7 milhões de casos e 11 mil mortes em 2024 (OMS, 2026; MINSA Boletim epidemiológico, 2024; GAS. Boletim nº1, 2022; Vumbi C, 2016).

A medidas de prenvenção e controlo da Malária segundo Programa nacional, são essenciais para minimizar o risco de infecção e a propagação da doença, nas várias regiões e que se requere uma abrodagem multisectorial sempre que pretendemos obter bons resultados. Do ponto de vista da protecção individual entre as principais medidas estão o uso de Mosquiteiros Tratados com Insecticida de Longa Duração (MTILD), uso de repelentes, uso de redes nas portas e janelas, uso de roupas com mangas compridas e calças durante os horários de maior actividade do mosquito (amanhecer e anoitecer) estas medidas oferecem proteção durante o sono e não só reduzindo assim o risco de picadas.

A prevenção também ingloba a componente ambiental e/ou colectiva que consite na pulverização residual intradomiciliar, uso de larvicidas, drenagem e aterro de criadouros, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros dos mosquitos, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo de água (evitando aguas paradas), controle da vegetação aquática, melhoria das moradias e das condições de trabalho, estas medidas desempenham também um papel importante no controle da população de mosquitos.

As medidas referidas acima associadas ao diagnostico e tratamento precose, assim como o envolvimento comunitário com campanhas de promoção a saúde tornam as medidas mais abrangentes e efectivas.

Do ponto de vista do impacto destas medidas de prevenção e controlo, as mesmas terão contribuido para redução da mortalidade global nas últimas décadas, salvando milhões de vidas, o uso de MTILD reduzem significativamente a transmissão quando de forma consistente por toda comunidade, o diagnostico precose e tratamento reduzem a taxa de mortalidade e limitam a fonte de infecção para os mosquitos e a eliminação da doença como atingiu por exemplo Cabo Verde com o certificado de país livre da maláeia em 2024.

Em conclusão, constatamos que a percepção do momento em relação ao peso da doença e efeitos das políticas teve avanços e recuos, existindo sempre o risco de não haver um progresso consistente, que as medidas de prevenção individual/colectivas associadas ao diagnostico/ tratamento precose e o envolvimento comunitário com campanhas de promoção a saúde tornam as medidas mais abrangentes e efectivas (Valadares GMM et al, 2024; GAS. Boletim nº1, 2022; Vumbi C, 2016; Sousa JO, 2015).

Referencias bilbiográficas

  1. Ministério da Saúde de Angola. Direcção Nacinal de Saúde Pública. Organização Mundialda Saúde. Manual de Vigilância Epidemiológica Integrada de Doenças e Resposta. 3ª edição. Luanda. 2021.
  2. Ministério da Saúde de Angola. Direcção Nacinal de Saúde Pública. Departamento de Higiene e Vigilância Epidemiológica. Boletim Epidemiológico. 24ª edição. Luanda. 2024.
  3. Trujillo KYC et al. CONHECIMENTOS E PRÁTICAS ASSOCIADAS À PREVENÇÃO DA MALÁRIA ENTRE MORADORES DE UMA ÁREA DE ALTO RISCO EPIDEMIOLOGICO NA AMAZONIA BRASILEIRA, Disponível em https://www.academia.edu/download/115555586/KETTY_CARDOZOTRUJOLO_et_al_IOC_2012.pdf Acesso 09.04.2026.
  4. Vumbi C. Prevenção e controlo da Malária: conhecimentos,atitudes e comportamentos da população adulta de Luanda, Angola, disponível em https://search.proquest.com/openview/83bbb8f88880e76eca69f8ab28433388/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2026366&diss= Acesso 09.04.2026.
  5. Sousa JO. USO E RETENÇÃO DE MOSQUITEIROS IMPREGNADOS E EFEITO DE AÇÃO EDUCATIVA EM MALÁRIA APÓS CINCO ANOS DE UMA INTERVENÇÃO EM UMA ÁREA DE ALTA ENDEMICIDADE NO MÉDIO RIO NEGRO, AMAZONAS. 2015. BRASIL, disponível em https://www.academia.edu/download/55711029/malaria.pdf , acesso 09.04.2026
  6. Grupo Aliva Saúde (GAS). Boletim Epidemiológico Informativo nº1. 2022. Luanda. Disponível em https://alivasaude.com/boletim-epidemiologico-informativo-1/ . Acesso 01.04.2026.
  7. Ministério da Saúde de Angola. Direcção Nacinal de Saúde Pública. Programa Nacional de Controlo da Malária. Reunião Anual Sub-regional Programas da Malária e parceiros. Slides. Disponível em https://pt.slideshare.net/slideshow/comprehensive-overview-of-angola-s-national-malaria-control-program-2021-2025/286558257 . Acesso 15.05.2025
  8. Organização Mundial da Saúde (OMS). Dia Mundial da Malária. Motivados a acabar com a Malária: Agora podemos. Agora devemos. Disponível em https://www.who.int/campaigns/world-malaria-day/2026 . Acesso 01.04.2026
  9. Organização Mundial da Saúde (OMS). Dia Mundial da Malária. Disponível em  https://www.afro.who.int/pt/countries/angola/news/angola-celebra-o-dia-mundial-da-malaria-com-foco-no-compromisso-renovado . Acesso 01.04.2026
  10. Valadares GMM et al. Malária: Uma revisão da literatura. 2024. Minas Gerais. Disponível em. A. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/72103/50543 . Acesso 01.04.2026

Mais Notícias

Juntos na saúde | Together in health

Mulher. Saúde. Futuro. PREVENÇÃO, ACOMPANHAMENTO ESPECIALIZADO E VISÃO…

Juntos na saúde | Together in health

Saúde emocional: cuidar da mente é cuidar da…

CENTROS MÉDICOS

Ed. Grupo Aliva Saúde
Rua Amilcar Cabral, nº3
Luanda, Angola

Shopping Avennida
Talatona, Luanda, Angola

FALE CONNOSCO

+244 923 167 730
+244 222 708 000

Siga-nos

×